domingo, 12 de dezembro de 2010

Estúdio Petrobras vira opção para música experimental



Para a organização, o estande é o terceiro palco do 16º do Goiânia Noise

Texto: Vinícius Araújo e Júlia Lins
Edição: Viviane Maia
Foto: equipe de cobertura - Faculdade Araguaia

Enquanto a música rola solta nos dois teatros do Centro Cultural Martim Cererê, o Estúdio Petrobras vai se destacando como uma terceira opção para aqueles que querem se divertir ouvindo ou tocando um som descompromissado e experimental.

É isso mesmo, o estande da Petrobras vem atraindo olhares curiosos para o pessoal que aceita o desafio de juntar uma galera e fazer música. A proposta do estande é proporcionar ao visitante a oportunidade de também tocar no festival.

Quem, por exemplo, não tem um grupo formado e sabe tocar algum instrumento ou manda bem nos vocais pode contar com a participação de músicos contratados especialmente para complementar as apresentações.

Todos os shows do estande serão gravados e disponibilizados em um myspace que será criado especialmente para divulgar o trabalho de quem se atreveu a mostrar seus dons musicais.

Segundo Arthur Júnior, da Gerência de Publicidade e Promoções da Petrobras, só nos dois primeiros dias do evento passaram pelo estúdio mais de 50 grupos, que para o projeto já é considerado um sucesso.

“Nós não tínhamos noção da dimensão que o estúdio tomaria. Na verdade, a gente elaborou a proposta querendo proporcionar aos visitantes a oportunidade de sair do Noise com a experiência de ter tocado no festival”, comemora.

Para o músico João Punk, da banda goiana Lobinho e Três Porcão, a experiência foi incrível. “Essa idéia foi excelente porque foi possível juntar uma energia bacana e tocar com pessoas, que pelo menos no meu caso, eu jamais imaginaria um dia”.

O pensamento é compartilhado também pela colega de banda Carolzão, como a instrumentista é conhecida. Para ela, valeu a pena fazer parte dessa iniciativa, principalmente porque ela acaba de voltar a Goiânia depois de uma temporada de 3 anos tocando em São Paulo.


Parceria


Segundo Arthur Júnior, essa é a quarta vez que a Petrobras é parceira da Mostro Discos na realização do Goiânia Noise. "Neste ano o estúdio veio para consolidar o trabalho realizado anteriormente", completa.

Além disso, o festival foi escolhido para finalizar a temporada do projeto Compacto, que reuniu várias bandas em encontros que se tornaram videocasts e estão disponíveis na home da Petrobras (www.blogspetrobras.com.br/compacto).

O diferencial, dessa vez, foi a presença do público prestigiando as apresentações. Na última quarta-feira – primeiro dia de shows no Martim Cererê – subiram ao palco diversas bandas em parcerias que marcaram a 16ª edição do festival.

Nina Becker deixou na plateia um gosto de quero mais



A cantora, que ficou conhecida na Orquestra Imperial, lançou dois novos CDs em 2010

Texto: Vinícius Araújo
Edição: Viviane Maia
Foto: Júlia Lins

Ela é carioca, doce e afinadíssima. Difícil não se encantar pelo timbre de Nina Becker. A cantora chegou ao palco do Goiânia Noise, na noite de sexta-feira, 19, de forma introspectiva. E, com o desenrolar da apresentação foi demonstrando porque se tornou uma das grandes promessas da nova geração de intérpretes da música popular brasileira.

Nina ganhou destaque como vocalista da Orquestra Imperial. Diferentemente da carreira solo, com o grupo ela participa de apresentações mais descontraídas, com características bem carnavalescas. A banda conta, ainda, com a participação de diversos músicos experientes, entre eles estão Thalma de Freitas (cantora e atriz) e Rodrigo Amarante (Los Hermanos e Little Joy).

Recentemente Nina Becker lançou seus dois novos trabalhos. Os discos Azul e Vermelho contam com 20 faixas das quais nove são assinadas por ela. E, como se não bastasse cantar e compor, Nina é também instrumentista, o que proporciona ao seu show um clima ainda mais intimista, embora desinibido. A apresentação impecável no Noise serviu para mostrar porque ela recebeu o prêmio de melhor cantora pela APCA, em 2009.

Uma pena, no entanto, foi o show praticamente relâmpago – pausa para mencionar que aqui houve um certo exagero - pois seria possível, numa boa, ouvir por horas o timbre doce e a melodia mais que elogiável de Nina Becker. Essa apresentação no Noise terminou, literalmente, com um clima de quero mais.

Abertura do Goiânia Noise é marcada por bandas reunidas



Os shows reuniram nomes conhecidos no cenário da música independente

Texto: Vinícius Araújo
Edição: Viviane Maia
Fotos: Júlia Lins e Tony Oliveira

Começou nesta quarta-feira, dia 17 de novembro, a 16ª edição do Goiânia Noise Festival. O evento já é considerado pela imprensa especializada como um dos principais de música independente da América Latina. Em nível nacional, ele se desponta também como um dos melhores.

Neste ano, o festival tem repercutido positivamente pela programação caprichada, que vai receber, entre outras atrações, o pernambucano Otto, a carioca Nina Becker e o baiano Gilberto Gil. O ex-Ministro da Cultura se apresenta ao lado dos músicos da elogiada Macaco Bong, no próximo domingo, dia 21, no Campus Samambaia da UFG.

Segundo Leonardo Razuk, um dos sócios da Mostro Discos e organizador do festival, na hora de formular a programação, é levado em consideração a mistura de estilos musicais para que a diversidade seja mais um atrativo do evento. “Se nós já temos, por exemplo, algumas bandas de hardcore, nós buscamos um equilíbrio de estilos convidando outras que fazem um som mais indie, folk”, explica.

O Goiânia Noise mais uma vez integra também a junção de eventos do Brasil Central Music. A Conferência, que está em sua terceira edição, é uma iniciativa do Comitê Gestor do Projeto Economia Criativa da Música, apoiado pelo Sebrae-GO.

Entre os eventos musicais do projeto estão ainda os festivais Release Alternativo, Pé Rachado, Goyaz Festival e Música no Campus. Além dos shows, a ação engloba outras atividades, como palestras, oficinas e debates.

“O Sebrae já trabalhava com a iniciativa cultural aqui em Goiás, só que as atividades eram mais direcionadas à produção cinematográfica, até que se percebeu que o segmento musical no Estado era mais forte e organizado. A resposta foi positiva, tanto que a proposta já começa a se disseminar por outros estados do país”, acrescenta Leonardo Razuk.

Compacto

No primeiro dia de atrações do Goiânia Noise no Martim Cererê, o show ficou por conta de uma mistura bem renomada. Dentro do Compacto Petrobras, título da noite de quarta-feira, foram realizados shows inéditos que proporcionaram uma mistura bem diversificada entre nomes já consagrados no cenário da música independente brasileira.

O primeiro show da noite, por exemplo, foi composto por duas conhecidas bandas goianas. A mistura do Gloom e de Diego de Moraes e O Sindicato trouxe a força da música goiana logo na abertura do evento.

O misto Sindigloom, como denominou Diego de Moraes durante a apresentação, é formado pelas principais representantes locais de um estilo que nacionalmente é conhecido pelo sucesso de bandas muito elogiadas, como Los Hermanos, Móveis Coloniais de Acaju e Vanguart.

Além da boa mistura de folk rock com elementos musicais bem brasileiros, o show trouxe a energia de um repertório misto de composições das duas bandas. Apesar do ritmo tímido do público presente, a apresentação deve ficar marcada na história do festival. E olha que o Noise só estava começando!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Rock N’ Gol mistura música e esporte em um ambiente bem sugestivo

A iluminação é baixa e a trilha sonora não poderia ser melhor. De The Strokes a Planet Hemp, o que toca é Rock’n’roll. A decoração tem um toque bem sugestivo à proposta de misturar rock e esporte. Aberto em fevereiro deste ano, o Rock N’ Gol está localizado no setor Marista, uma região bem conhecida pelos freqüentadores da noite goianiense. O bar traz características sonoras que se enquadram no momento em que Goiânia se desponta no cenário musical do País. Além do ambiente descolado, o local conta com atrações bem diversificadas, como bandas e DJs que sabem agradar quem está disposto a curtir um som de qualidade.

O pub tem um conceito europeu e foi criado após uma constatação dos sócios: “A idéia de montar o bar veio depois que nós saímos em Goiânia e percebemos que não havia muitas opções na cidade”, destaca Rafael Batista, um dos três sócios. Segundo ele, o objetivo era estabelecer um bar que tivesse influências musicais bem fortes, principalmente no rock.

Além de Rafael Batista, o bar conta com outros dois sócios: Ana Rosa de Campos Vaz e Thiago Vinícius Borges. Rafael faz questão de ressaltar que eles mantêm uma preocupação com a essência do local. “A gente se preocupa bastante com o conceito proposto”, ressalta. Ele argumenta que em Goiânia ainda não é possível sobreviver de música alternativa, mas que mesmo assim existe todo um cuidado em incentivar a cena local e buscar parcerias com as produtoras culturais da cidade. Rafael pondera que os shows dependem também da equipe encarregada de preparar as atrações de cada noite. “Nós temos uma equipe de produção que cuida das nossas noites, normalmente ela propõe as idéias de shows, depois nós discutimos e entramos em um consenso”, esclarece.

Na hora de montar o bar, houve a pretensão de buscar parceiros que tivessem uma proposta bem parecida com a esperada para o local. Por isso optou-se por estabelecer uma parceria com uma famosa marca de cerveja, que tem um conceito semelhante ao deles. “Fechamos essa parceira justamente porque a marca tem um conceito diferente das demais, pois há uma pegada musical, parecida com a nossa”, destaca o sócio.


Com o sucesso do bar, já existem propostas de franquias para outras cidades do País. Até agora uma negociação está bem adiantada para que seja aberto um bar em Brasília. Ainda para o futuro, Rafael Batista confidencia que eles pretendem trazer grandes nomes da música nacional para a realização de shows fechados. “A gente tentou fechar com o Jorge Ben Jor para o período da Copa do Mundo, mas a agenda dele já estava lotada. Ainda não desistimos. Também queremos trazer o Seu Jorge para tocar aqui no Rock N’ Gol. Mas também não dá para falar de datas”, conta.

Segundo Rafael, a proposta não é ter apenas um local de balada, mas sim um ambiente diferenciado. “Queremos que as pessoas entendam o nosso conceito, que elas se sintam à vontade, e que saibam que existe essa nova opção”, ressalta.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Experiências

Assim que entrei no ensino médio já tinha a clarividência do curso que gostaria de fazer. É óbvio que primeiramente esta escolha não foi tão conclusiva, mas após algumas desistências, acabei optando por fazer aquilo que sempre quis: jornalismo.
Quando entrei na faculdade, bateu aquela insegurança. Não sabia, e acho que continuo sem saber, como é a lógica do mercado - se é que existe lógica ou mercado. No fundo, sempre soube que gostaria de trabalhar na redação de uma emissora de TV. Não esperava, definitivamente, que a oportunidade viesse ainda na faculdade. Procurei, e posso dizer que com vontade, arrumar um estágio assim que fui liberado, já que no curso de jornalismo só é possível fazer estágio após o 6º período. E foi ótimo que não comecei antes, acho que teria passado muita vergonha. Agora, entrando no sétimo, estando prestes a me formar, já passo por situações constrangedoras, imagino se tivesse começado no quarto, como eu queria; melhor nem pensar. Enfim, neste momento, sou estagiário da TV Brasil Central, afiliada goiana da TV Cultura, e apesar dos pesares, estou adorando a experiência.
Poder colocar em prática aquilo que te ensinaram na faculdade é muito bom. E, antes de entrar na TV, tive uma tentativa frustrada de trabalhar em uma agência de comunicação – na verdade, de propaganda -. Está certo que Jornalismo e Publicidade têm pontos em comuns, mas ao comparar o estágio na agência e agora na TV, tenho certeza que minha praia é o jornalismo. Mas, definitivamente, não esperava que essa oportunidade aparecesse assim, tão cedo. Mas, ainda bem que veio, e estou curtindo muito. Até porque o meu contrato é só de seis meses e vai passar rápido. Sem perceber, já se foi um mês.
Por agora, estou na produção, em breve vou passar pela reportagem – apreensivo – e na seqüência pela edição.
Na verdade, quero aprender bastante, pois é a oportunidade que tenho para isso. Volto naquela história de que ao formar, eu seria um desastre se entrasse em uma redação sem passar por um estágio. Pois ali, como estagiário, se vive na prática a teoria que se aprende no curso de jornalismo. E definitivamente, estagiar na TV tem me dado a oportunidade de conhecer muita gente importante da área. Está sendo, na verdade, a concretização do que planejei nos primeiros anos da faculdade. E tenho certeza, muitos gostariam de também ter essa oportunidade. Portanto, quem quer de verdade, merece tê-la. Mas as coisas não são tão fáceis como parecem. O conjunto de atitudes que se tem é que proporciona o que se quer conquistar. Por isso, ao ser perguntado outro dia, via twitter, o que fazer para conseguir um estágio na Agecom – Agência Goiana de Comunicação – respondi: Estude, corra atrás e não espere que nada apareça por acaso. E é verdade, para conseguir as coisas a gente tem que lutar e fazer. Se eu tivesse me esquivado de fazer o que queria, jamais teria a oportunidade que estou tendo agora.
Como será o futuro, realmente eu não sei. Mas lógico, espero que seja cheio de muitas realizações. Espero também que meus objetivos sejam conquistados. Neste momento, estou tendo uma prévia de como é bom trabalhar em algo que gosto e que escolhi como profissão para o resto da vida. Já que o futuro, a Deus pertence!

Eles estréiam no Noise


Do Goiânia Noise

Entre o público que esteve no 15º Goiânia Noise Festival havia pelo menos três estreantes. Devidamente acompanhados pelos pais, algumas crianças participaram do evento e aparentemente adoraram a experiência. Prova que não é preciso ter idade para curtir uma boa música.

O casal Lorena Dall’Ara e Eduardo Luiz Mesquita acompanha o festival desde as primeiras edições e este ano levou a filha Marina Dall’Ara Mesquita, 3 anos, pela primeira vez. E quando o assunto é o cuidado, a opinião é unânime. “O que mais preocupa é o barulho, por isso a gente trouxe protetor de ouvido para colocar na Marina”, explicou Lorena.

O casal ainda falou sobre o respeito aos limites da criança. “Quando a gente decide trazer, já vem com a consciência de que vai chegar um momento em que ela vai pedir para ir embora, e é preciso respeitar esse limite da criança”.

Sobre a segurança, Lorena ponderou que as pessoas correm riscos em qualquer lugar. Acostumada com o festival, ela sabe como é o ritmo e por isso escolheu o domingo para levar a filha. “O domingo é um dia mais tranquilo, o festival começa mais cedo”, ressaltou.

A jornalista Anna Canêdo e o design gráfico Eduardo Rodrigues também levaram o filho João Pedro, 4 anos, pela primeira vez. “Ele já foi a outros shows, mas no Goiânia Noise é a primeira vez”, ressaltou Anna. O casal explicou que o filho sempre mostrou interesse pela música e que o ambiente do festival é tranquilo. “É uma forma de apresentar diversos estilos de música, aí quando crescer, ele escolhe qual vai preferir”.

O casal Karla Rady e Katú também levou a filha Katarina Rady, 2 anos e 6 meses, ao Goiânia Noise. Acostumada a acompanhar os eventos de música, Karla, que também é jornalista, explicou sobre a preocupação. “A minha preocupação é com o barulho, por isso evitamos entrar no teatro quando o som é pesado, porque o barulho se torna intenso”, ponderou.

Karla explicou que a filha adora música e apesar da pouca idade já canta em inglês. “Ela canta Kiss, ela adora música e, como o pai é músico e tem estúdio em casa, ela já é acostumada com o universo musical”.

Em comum, as três crianças mostram que desde pequenos já gostam de ouvir música. “O João Pedro já toca bateria, ele adora”, ressaltou Anna Canêdo ao falar sobre o filho. “A Marina gosta muito, ela escuta até punk rock, mas também não deixa de ouvir músicas para crianças. Ela adora palavra cantada”, enfatizou Lorena Dall’Ara.

Sobre a presença de um grande número de crianças no festival, Karla Rady acredita que na 15ª edição do Goiânia Noise Festival o número de crianças foi superior ao de outros anos. Já Lorena Dall’Ara explicou que isso aconteceu porque o público aumentou. “Acho que isso é gradativo, se aumenta o público, consequentemente aumentam as crianças também”.


*Publicado na agência de notícias da Faculdade Araguaia - Araguaia Online.

Gloom mostra referência de bandas consagradas



Do Goiânia Noise


Com um dos melhores shows do Goiânia Noise, a banda Gloom (GO) trouxe para o palco toda a sua descontração. Com perceptivas influências das ótimas e conhecidas Los Hermanos e Móveis Coloniais de Acajú – esta última foi destaque no primeiro dia do Festival –, Niela e companhia repetiu a animação mostrada no antecedente Bananada.

Desta vez, a banda contou com a participação especial do vocalista da canadense GrimSkunk, que se apresentou na noite de sábado. “Ele vai tocar uma música nossa que aprendeu em meia hora”, explicou a vocalista Niela.

O show do Gloom foi composto por um repertório intercalado por letras gringas e em português e arranjos com toques de samba e folk. Com uma extensa estrada de shows em festivais da cena independente, os goianos ainda não têm um CD gravado, mas suas músicas estão disponíveis no myspace. Ao final do show, a banda anunciou que em breve tem música nova na página.


*Publicado na agência de notícias da Faculdade Araguaia - Araguaia Online.